#day362 – obrigada por me afastares de ti.

Há tantas pessoas que perdemos pelo caminho. Que achamos insubstituíveis. E que não sabemos que precisamos de deixar ir. Muito do que tenho aprendido pelo caminho é que quando se cumpre a missão da vida da pessoa na nossa, ou saímos nós, ou ela sai. Há uma sensação de perda. Mas o que se devia…

#day361 – solitária

Tenho andado por aí sozinha. A vaguear entre as minhas filosofias e ações. Sou de poucos amores por entre as multidões. Não que as pessoas não me apaixonem. Mas que por entre as milhares de opções, sou de me dar à diversidade das pessoas simples. Das que não têm manias. Das que até no olhar…

#day360 – Liberdade é o Ouro moderno

É difícil hoje em dia, encontrar lugar e tempo para descansar. Parece que cultura de se estar ocupado é mais forte. Mais importante. Mais aceite. Então e o encanto? O tempo que é preciso para namorar o mar? Quando me “apetece” e não quando “posso”. Porque devia poder sempre. Que me apetece. Estar. A ligação…

#day359 – comum dos mortais

Adoro o banal em mim. O despreocupado. As manhãs demoradas. O café de todos os dias. O despertar lento que se rebola na cama. Adoro o vazio de dias cheios de nada. Adoro o vento que não sopra. Adoro quando tudo é igual e comum nas alvoradas. Adoro os detalhes mais óbvios. As pequenas coisas…

#day358 – encontros

Os encontros são assim. Intensos. Falo dos encontros de almas. Companheiras. Falo do inexplicável momento que se sente. Quando nem ainda o olhar se tocou. Falo do beijo que não se deu. Do abraço que não aconteceu. Falo de tudo o que já é, e que deixou de ser. Porque ficou. Falo da linguagem do…

#day357 – para sempre, domingo

Vivo a vida como vivo os domingos. Com calma. Para tudo preciso dos dias ensolarados e tranquilos. Equilibram-me as azáfamas das horas de criação. Sou um tornado de coisas novas. E por isso mesmo não passo sem os meus domingos. Que me retiram. Da confusão. Não sei viver sem estes dias cheios de possibilidades. Em…

#day356 – para lá do vento

Tudo em mim fica para além do meu limite. Parece que nem o vento me prende. Que nem a aragem do descanso me vence. E nem a brisa do encantamento me tenta. Sei que o subtil ilude. E que a intenção às vezes cede. Mas a pureza da vida tem que se manter sempre. Absolutamente….

#day355 – Esta vida solta

Solto-me por aí. Gosto muito pouco que a vida me prenda. Sou meio selva, meio céu. Vivo no limite do meu horizonte. Dou-me ao mundo como se fosse meu. Mas só eu sei porque me entrego a este mundo, que. Sim. É o meu. Sou feroz na posse da minha liberdade. Vivo entre dar-me a…

#day354 – prefiro zero “likes”

Preocupa-me o consumo desenfreado de informação. De likes. De fotos “inspiradoras”. De recados e alertas. Que as redes sociais nos dão. Preocupa-me a dependência que cria. O ecran sempre presente. Sendo que a verdadeira presença. Permanece distante. Procura-se na “partilha social” o conforto da apreciação virtual, porque parece que já não somos capazes de nos…

#day353 – faço nada

Deixo-me estar. A ouvir o mar. Ouço mais uma vez. Conto as ondas. Desentupo a minha cabeça de informação. Respiro fundo e deixo o espaço entrar. Paro tudo por vários dias. Reservo-me ao direito de descansar. É assim que me regenero. Não pode, ninguém neste mundo, produzir sem parar. E eu sei que o mundo,…

#day352 – Selvagem

Tenho um fascínio por lugares intocados. Onde os elementos circulam ferozes. Lugares em que mares embatem nas rochas. Em que vulcões emergem da terra. E vapores desaparecem no ar. Gosto dos gritos dos pássaros. Dos uivos dos lobos. Gosto dos lugares encantados. Os amores subterrados. E do verde nas encostas. Gosto dos lugares sem gentes….

#day351 – Into the heart (2)

Acordei com o som do mar. Sem fazer a menor ideia de onde estava. O sono profundo tem destas coisas. De nos fazer desligar do mundo. A cama quente. A luz a entrar e eu a resistir a acordar. O cansaço pesa. E eu vim para descansar. Demorei-me mais uma hora ou duas na mezzanine….