#day5 – Simplicidade como caminho em 5 passos

Desde o início do ano que me venho seriamente a desligar do supérfluo, do que não preciso nem tem utilidade. Se já comprava pouco, agora, as minhas opções de consumo estão ainda mais conscientes.

Morar na Arrábida para mim, tem sido a constante aprendizagem de que não precisamos viver de excessos, nem de escassez. Que à nossa volta existe sempre o suficiente. Aquela linha elegante do que precisamos e nada mais do que isso. Cada vez que observo a natureza à minha volta, apercebo-mo dos círculos fechados perfeitos. Das sinergias mais improváveis mas que funcionam. Acima de tudo, apercebo-me da cumplicidade que traz o estado de interdependência em que vivemos.

Deixo-vos assim, os meus 5 passos que sigo diariamente para uma vida mais simples, e por isso, para mim, mais feliz:

1 – LET.GO

Quem não tem um “sótão” cheio de coisas que nem se lembra. Aquele cantinho da casa atulhado até ao tecto de memórias e coisas que “um dia podem ser úteis”, ou aqueles caixotes que ganham pó e que atravancam as passagens? Pois bem, deixar isso tudo é o primeiro passo para a leveza. Limpar esse “lixo” alivia a alma e aquece o coração. Gera espaço. Cria conforto. Apazigua. O próprio processo de deitar fora esse “clutter” é mais um processo emocional do que físico (diria eu). Pois muitos não sabem que essas coisas que insistimos em manter nossas, são espelho de um passado que teimamos em não largar.

2 – Gerar Espaço/Tempo

Aquela sensação de férias ou folga em que não há obrigação para nada? Olhar para um lugar que antes estava atulhado e agora está limpo e arrumado. Esses momentos em que podemos observar esse espaço físico e emocional. Espaço esse que é fundamental para conseguirmos andar sem tropeçar nos caminhos que nos são colocados. Essa margem que ganhamos por termos cumprido a tarefa de libertar o que já não serve.

3 – Vazio

Contemplar o vazio que fica depois de criar o espaço é fundamental para nos apercebermos e ganharmos clareza acerca do próximo passo. Ás vezes o vazio assusta. Andamos com a mente demasiado ocupada com informação às toneladas e por vezes parece que estar no vazio é uma missão impossível. Mas não é. É, na verdade, fundamental para ganhar discernimento. Para se avançar em segurança, com certeza do caminho. É preciso confiar. Respirar nesse vazio e seguir. E, sem mais nada, a informação chega para mais um passo, mais um dia. E assim se segue com determinação.

4 – Preencher com beleza

No vazio, pode haver a tendência de se preencher o espaço criado com lixo outra vez. Aquela necessidade recorrente de se “estar ocupado” de se “ter isto ou aquilo”. Pois, sugiro que se preencha o vazio com beleza. Observo imensas vezes os pássaros, o mar, as abelhas. É impressionante as histórias que nos contam quando estamos disponíveis para ouvir. Manter as preocupações longe dos pensamentos e dar oportunidade para a beleza entrar de todas as formas. Aprender a ganhar satisfação em pequenos prazeres diários. Perguntarmo-nos “será que preciso mesmo disto?” pode ser um “item” para levarmos na nossa lista de compras também 🙂

5 – Agradecer

Por mais “cliché” que comece a parecer neste dias, agradecer, ou estar em estado de gratidão, é fundamental para se reconhecer a simplicidade que se cria e é precisamente o que permite manter esse caminho aberto. É como se se tratasse de um momento em que se calibra a intenção e se prepara tudo para se recomeçar. E nesse recomeço, voltar ao passo 1 e seguir. Todos os dias, até a simplicidade fazer magia nas nossas vidas 🙂

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One Comment Add yours

  1. Marisa diz:

    Como professora, acumulava imenso material!
    Aprendi a doar os livros que já não têm o acordo ortográfico, a reciclar fotocópias que fui guardando e que nunca (ou muito poucas vezes) usei. Muito do que uso está numa pen e vou imprimindo à medida que vai sendo necessário. Já não se justifica andar com dossiers enormes e pesados atrás. Deixei de comprar material de desgaste pessoal (canetas, lápis de cor, cola, cartolinas, cadernos de papel cavalinho, folhas para imprimir…) e uso apenas o que cada escola oferece. No final do ano, devolvo o que não gastei. Nunca me faltou nada.
    As sucessivas mudanças de casa, a cada nova colocação, também me ajudaram a fazer escolhas em relação à roupa. Há (havia) sempre aquelas peças que ficam para “usar por casa”. Doei alguma. Outra já nem para doar tinha condições. Muitos objetos e livros que não tinham a ver comigo (e que muitas vezes nos chegam em datas de aniversários, Natais, presentes dos Encarregados de Educação…) vendi no OLX e recuperei algum dinheiro. Outros doei para quermesses. Também já vendi na Feira da Ladra e foi bem divertido!
    O meu desafio atual é reduzir o lixo. Esta utilização absurda de embalagens de que não nos apercebemos até pensarmos em reduzir.
    É um desafio constante, mas que vale a pena. Concordo que é igualmente um processo interno. E sabe muito bem.

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