#day101 – A prepotência de quem tem tudo e escolhe nada. 

Adoro adoro adoro a simplicidade. Os dias vazios de coração cheio. As agendas que não existem. A força para fazer acontecer o que vem directo do coração. Aquele espaço interno tão mas tão vazio que permite escolher o que verdadeiramente se quer. 

Não me venham falar de liberdade sem simplicidade. Essa vida ligeira sem grandes compromissos mas com uma mão firme a fazer acontecer. Quando se tem o mundo para devorar e se escolhe ir às compras, a pé, para a praça. 

Admiro quem escolhe mais vezes o pé no chão em vez do carro de última geração. Quem escolhe mais vezes o mar em vez do restaurante da moda. Quem escolhe as pessoas às coisas. Essas pessoas vivem numa liberdade interna que conforta. É uma liberdade criada de um lugar de abundância, onde, voluntariamente se escolhe a simplicidade. Não pq não se pode ter o mundo mas pq simplesmente se passa a dar valor às pequenas coisas. Às pessoas que se amam. Ao tempo para cozinhar em casa. Aos passeios. Às observações. Aos animais. Ao mundo. Esse olhar de encantamento constante que não se pode ter numa fila de trânsito. Muitos dos que se prendem às grandes aquisições, a esse correr atrás das coisas constante, da casa maior, das férias e do carro, se esquecem que com a matéria vem a prisão. Com a posse vem a gaiola. Com o aparato vem a corrente. Esquecem tb que essa prisão é opcional. É uma escolha. Que não está certa nem errada. É uma escolha. Mas para os que se arrependeram um dia, saibam que basta começar a pensar ao contrário. 

Se fizer um downsizing de coisas na minha vida consigo aumentar substancialmente o meu nível de liberdade. Não precisar de trabalhar mais para ter um carro maior, permite-me passar mais tempo na praia ou a fazer o que amo. Comendo mais vezes em casa permi-te ligar-me mais ao meu corpo e trazer mais saúde. Essa saúde permite gozar mais a vida que quero. Tendo mais cuidado e presença com as minhas pessoas queridas consigo manter mais amor à minha volta e com isso gerar mais segurança para mim e para os outros em geral. As pessoas amam-nos pelo que somos e não pelo que temos. Se assim não for, não é amor. 

Assim, pensar ao contrário, reduzindo nas coisas, vou aumentando na liberdade. Na satisfação e no amor próprio. E como por magia, nesse vazio que gerado onde dantes era ocupado pelas coisas, consigo agora espaço para ser quem sou. Encontro-me e a minha essência passa tb a ser a minha profissão. Essa profissão adapta-se vem a abundância outra vez. Quando posso voltar a comprar tudo, já não preciso. Já não preciso do carro grande, das férias nem da casa. Preciso de tempo, de amor e de ir a praça. Preciso de devolver o amor que recebo e a minha vida entrega-se aos outros. Naturalmente. Pq o que sou se materializa no que quero trazer ao mundo. A vida vira então uma eterna salada de fruta doce e fresca. Com desafios. Mas intensa. Resplandecente e vibrante. 

Escolher liberdade. Pfv que se escolha a liberdade. Essa sim não tem preço. Essa sim tem um valor inquestionavel. Tem o sabor da vida. Essa vida que dantes se queria e agora se tem pq… simplesmente, se escolheu a liberdade em vez das coisas. ❤️

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