#day135 – o poder do desabafo 

Há dias em que as palavras que queremos dizer já não cabem mais em nós. Que acumulámos tanto, que segurar o que nos vai dentro se torna uma missão impossível. Por isso adoro desabafos. Desabafo muito com o sol, a almofada e o mar. Tb desabafo com pessoas, a Mel e vento. Mas… Desabafo ainda mais cmg.

O desabafo é uma ferramenta fundamental de libertação de emoções. Quando faz isso mesmo: liberta emoções. O desabafo não deverá servir para acusar, limitar ou julgar a situação. Deve servir para aprendermos que a vulnerabilidade nesse acto de expressão existe com um propósito concreto: expressar o que nos vai dentro. De forma limpa e objectiva. Ou caótica mas verdadeira. Não deve servir para prolongar o problema, para chamar a atenção, mas sim partilhar o que não cabe mais dentro. 
Tenho a tendência para desabafar sozinha. Sim, nem sempre o desabafo tem que ser dirigido a outra pessoa. Na verdade, pode ser apenas um exercício de libertação como tantos outros. Eu dirijo-me muito ao papel. Às vezes acho que tudo o que escrevo é um desabafo. Uma corrente de emoções vividas em pleno que germinam e geram flor e fruto. E se conversam entre si. E se expressam sem que para isso eu tenha que pensar. Na verdade, elas contam-se a mim. Mostram-me o que me vai dentro. Curioso não é? Mas de facto se os desabafos não me saíssem boca fora, pouco saberia do que me vai dentro. Para o caso das emoções menos simpáticas, vos deixo uma técnica que usei muito um dia para libertar coisas que me trancavam a alma, e me ensinou a “deitar cá para fora” o que não faz mais sentido guardar dentro: 
Procurar um lugar tranquilo e um momento com tempo. Pegar num papel e numa caneta. Escrever tudo mas tudo o que nos vai na alma. Não pensar. Só escrever. Escrever da forma que sai. Sem julgar nada do que possa estar a ser dito. Nem quem escreve nem ninguém irá ler a carta. Por isso, continua-se a escrever até mais nada ter que ser dito. Não precisa de estar legivel, basta estar transparente e deixar tudo sair. A escrita deve passar por 3 fazes: “tudo o que me fizeste” (ou situacao); “tudo o que te fiz”; tudo o que estou grata (o). Pode parecer uma sequência improvavel, mas com a libertação de emoção inicial de facto, o coração vai acalmando e ganhado outra perspectiva. Não que tenhamos de mudar de posição acerca da situação ou pessoa, mas pq acabamos de libertar um peso grande que nos curvava as costas e não nos fazia ver tudo o que a situação nos trouxe. Para situações mais densas, é importante repetir a carta (noutro dia) quantas vezes seja necessaria. E com isto ir deixando as cargas para trás e seguir leve flutuando pelo caminho. Rasgar e queimar as cartas no final. Deixar que as chamas transformem o resto.
Nem todas as pessoas ou situações serão maravilhosas connosco, mas cabe-nos a nós decidir o que queremos carregar connosco ou nao. E o que não for para ficar, que saia em formato de desabafo. Porque a vida quer-se ligeira, e o coracao, bem arejado 🙂 e depois dessa limpeza profunda, reparem nos desabafos de amor que começam a surgir. E não mais poderá o coração deixar de falar e expressar aos sete ventos o mundo encantado que lhe vai dentro 💕

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