#day157 – solteira e apaixonada

Estas duas palavras parecem não fazer sentido juntas, certo? Errado. 

É preciso compreender que estar solteira (o) não tem nada a ver com viver a sensação de enamoramento. Isto porque quase ninguém sabe que quando nos apaixonamos por alguém, na verdade estamos apaixonados por uma parte de nós que esse alguém nos reflete e devolve para que nos lembremos o quanto gostamos de nós mesmos. Ou seja, à partida, precisamos do outro para nos amarmos. Mas vejamos, com trabalho pessoal e construção da vida que verdadeiramente queremos viver, o que vai acontecendo gradualmente é que nos vamos apaixonando por nós e pelo mundo. Passamos a celebrar as conquistas do dia a dia em nós, e deixamos de precisar de amar alguém. Claro que é maravilhoso estar apaixonada por alguém, mas a diferença está entre precisar que isso aconteça, ou usufruir livremente quando esse momento chega. Deixa de haver dependência ou carência por se “ter que ter alguém” e passa-se a amar-se tanto a nossa vida, que independentemente de se ter alguém, os dias são de enamoramento total como se de uma história de amor se tratasse. E na verdade é isso mesmo. Mas, a história de amor é com a vida. É com os detalhes pequenos e maravilhosos do dia a dia, é com a natureza e com as pessoas que nos rodeiam. Deixa-se de se andar a procura da “alma gêmea” ou da outra “metade da laranja” e goza-se a vida como nossa companheira inseparável e feliz. 

Reforço, estar apaixonada não tem nada a ver com outro alguém. Tem sim a ver com o que amamos dentro. Com o que construímos para nós e com a visão que temos do mundo. Apesar de eu ser completamente pro relações de profundidade, deixo um abraço apertado aos solteiros e solteiras deste mundo que, tal como eu, se apaixonaram (ou estão a caminho disso) por si e pelas vidas que decidiram criar, e espalham magia por aí comunicando com um brilho nos olhos que a paixão vem de dentro e o amor transborda e lança-se para fora. Para se dar. Sem medida. Apenas se dar. 💕

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One Comment Add yours

  1. Miguel diz:

    Vivemos desde o Amor e para o Amor!
    Podemos amar porque antes fomos amados com a gratuidade da vida, e essa Verdade faz-nos livres para amar com a mesma liberdade e generosidade com que começamos a existir e sem depender de nada mais que o Amor.. do Amor que nos chamou a viver, e que nos chama a ser felizes na mesma dinâmica de gratuidade com que recebemos a vida capaz de amar o Amor.

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