#day208 – deixo que a Terra cuide de mim. 

É em dias de lua cheia que mais me sinto parte deste todo a que chamamos Terra. Não tenho como ficar indiferente aos ciclos e à ordem natural das coisas. Aos vai-e-vem das estações. E me deslumbrar com tamanha imponência dos espaços naturais que me rodeiam. Fazemos parte denim ecossistema. E disso não tenho dúvida. 

Duvido sim da forma como parte da humanidade gere os seus recursos e se liga ao solo. E age no mundo como se reinasse o cada-um-por-si e se esquece de tudo o que recebemos do chão que a terra nos dá. Ora, nenhum elemento do ecossistema vive sozinho nem por si. Quer queiramos quer não, precisamos mesmo uns dos outros e da Terra para nos suportar. Precisamos das chuvas e das estações. Precisamos dos ventos e dos mares. E precisamos do trabalho e paixão de cada um para cuidar da herança natural que nos foi concedida. Estamos na “Terra Prometida” e por algum motivo nos esquecemos disso. E esta interdependência ensina-nos a largar a arrogância de achar que podemos Ser sozinhos e a nutrir a entrega à comunidade da missão que trazemos dentro por cumprir. E ninguém se cumpre sozinho. Imaginem uma semente lançada à terra achar que germinaria sem solo, sem água e sem oxigénio. Não podia. Também não poderia deixar de fazer a sua parte que é confiar no caminho e crescer com ele, esperanto que o brotar “caísse do céu”. Cada um tem que fazer a sua parte, para não morrer na insignificância de nunca vir a ser o que poderia, e cair no marasmo dos dias vazios e sem propósito e deixá-los intoxicar um potencial futuro brilhante. 

É por isso que deixo que a Terra cuide de mim. Confio e deixo-me levar nos seus ciclos, sempre atenta para entender quando tenho que aguardar para amadurecer ou agir para fazer acontecer. Manter os pés no chão ajuda-me a ouvi-la com mais atenção. E depois deixo que ela me traga amor, alimento e propósito. E recebo isso como quem recebe o brinquedo mais desejado do Natal. Por sei que sou parte deste todo, quer eu entenda exactamente o que isso é, quer não.

Assim, temos que ser raizes chão e folhas. Ou água fogo e vento. Mas não podemos deixar de ser quem somos, e dever isso à Terra prometida. Pois de desperdícios não se gera a vida. E de ignorância não se ganha o mundo prometido. 💕

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