#day223 – como amar em fluxo 

Amar em fluxo é amar em liberdade. É amar de tal forma que se permite a oscilação nossa e do outro para se cumprirem os caminhos individuais, mas é fundamentalista na noção de respeito dentro do casal. 

Amar em fluxo é não querer controlar o caminho de cada um, mas fazer a escolha consciente de se ser em conjunto diariamente. Se cada um dos elementos do casal, não escolher o seu parceiro(a) diariamente, então não haverá relação que resista. Estamos num mundo livre, onde ninguém é obrigado a estar com ninguém, pelo que a noção de escolha é o que define o sucesso de um caminho conjunto ou não. 

E escolher diariamente quem está ao nosso lado, implica várias vezes assumir uma responsabilidade conjunta pelo que se passa, independentemente de quem tem razão. Este entendimento e cumplicidade que tem que haver, assente num nível de empatia pelo outro que é difícil de construir, mas é possível. 

Acredito em casamentos à antiga. Daqueles que duram uma vida. Acredito na dedicação de quem se ama para um caminho construído a dois. Muito os nossos avós nos ensinam acerca do amor. 

Acredito zero em relações abertas, onde elementos 3ros, 4s ou 5s, interferem e geram uma complexidade tal que mantém tudo à superfície. Só acredito no amor a fundo. Naquele que nos exige coragem para mergulhar nos nossos medos e nos medos do outro. Para cair no abismo (de libertação) com o outro, de mãos dadas. Sabendo que o caminho se faz caminhando, e apenas quando se escolhe quem se ama todos os dias, é que se tocam os corações a fundo, é que o amor genuíno brota, e a cumplicidade constrói castelos de harmonia. 

É um privilégio encontrar-se alguém com quem se possa partilhar uma vida. Nenhuma outra circunstância exige maior proeza do que se escolher amar alguém para sempre. E eu não acredito em contos de fadas. Mas acredito no amor. E no caminho que ele nos faz percorrer. 

E assim é o fluxo da vida, permitir que quem nos ama navegue nos seus mares individuais, e escolher e ser escolhido para amar e ser amado a fundo, todos os dias. Haverá maior benção que esta? 

E quando vierem os filhos, serem os pais um exemplo de amor profundo um pelo outro. Haverá melhor nível de educação do que a demonstração na primeira pessoa? Do que se ver um casal a florescer na sua própria relação e entregar essas imagens e ações as suas crianças? As crianças aprendem a amar em casa. E replicam no mundo o que lhes é ensinado dentro. Daí a responsabilidade enorme que se tem em colocar bebés neste mundo. 

Se não se souber ou quiser amar em profundidade, com tudo o que isso implica, mais vale continuar a Bohemia dos dias, assumir que não se quer ou não se está preparado, e seguir um caminho diferente de um caminho a dois. Devemos amar-nos para nos elevarmos mutuamente. E não para fazermos dependentes os nossos dias dos outros. A nossa própria felicidade é responsabilidade nossa. Mas se esta puder ser elevada por alguém que nos escolhe diariamente, e vice versa, então seremos as pessoas mais felizes deste mundo. Porque é um privilégio amar e ser amado assim. 

Que todos aos que este caminho faça sentido, tenham a sorte de encontrar alguém com quem encaixem para a vida. Pois assim, será o mundo um lugar perfeito, para de viver e amar como nunca antes possível. ❤

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