#day230 – Amo-te. Mas amo-me mais, a mim

O amor não devia ter limites ou barreiras. Mas quando é desequilibrado, precisa de ter sim. 

É preciso (apesar de não o desejar a ninguém) passar por um desgosto amoroso profundo para se conhecer os nossos limites e verdadeiramente entender o que é o amor-próprio.

O amor é inteiro, e se nos chega aos pedaços, é preciso estar alerta. O amor traz segurança, e se há dúvidas, é preciso ficar atenta(o). O amor gera entusiasmo, e se nos precipita para a tristeza, é preciso olhar com atenção. O amor é presente, e se nos vem com promessas, é preciso observar até ver. 

Quando somos verdadeiramente amados sentimos isso na pele, nos olhos, no coração desde o primeiro minuto. Quando somos verdadeiramente amados simplesmente sabemos, porque a cumplicidade é tão grande que ocupa todo o espaço que a dúvida pudesse ter. Quando somos verdadeiramente amados, entendemos, porque as mensagens são claras, a comunicação fluida e o contacto transparente. Quando somos verdadeiramente amados, não há inseguranças que resistam, há disponibilidade para esclarecimento e paciência sem limites para limpar a confusão. 

Fui aprendendendo a distinguir os sinais. Para que o amor não me apanhe desprevenida nas curvas da vida. E hoje sei, que é melhor descartar um “amor” que gere dúvidas ou inseguranças com o pulso firme de quem se ama acima de tudo. Por mais que custe perder o sonho de uma vida. Até porque, se em tal amor “faltava qualquer coisa” então é porque não era o tal. 

Mas olhem que não sugiro que se saia por aí a descartar qualquer pessoa à menor contrariedade, pelo contrario. O que sugiro é que nos saibamos ouvir por dentro para perceber se aquele amor que nos tem, faz de nós mulheres (homens) mais completos ou se nos leva pedaços com as “faltas” que nos mostra. 

Amor próprio é isto. Não ficar à mercê dos argumentos brilhantes que nos podem fazer achar que não temos razão. Que estamos confusas ou que estamos a gerar desconforto ao outro por expressarmos os nossos sentimentos. 

Se o nosso coração encolhe, se não nos sentimos ouvidos, e não conseguimos sair daquele lugar de incerteza e insatisfação, então, é preciso procurar um lugar melhor. 

Para se encontrar o amor de uma vida não é preciso ter só sorte. É preciso essencialmente discernimento. Coragem e muito amor próprio. Só quando conseguimos viver diariamente a nossa vida de sonho é que alguém saudável aparece, porque semelhantes atraem-se. Não necessariamente nos formatos exteriores, mas na vibração que emanam. 

Por isso, para uma relação funcionar em pleno é preciso que nos sintamos amados a fundo, respeitados por inteiro e apaixonados pela vida com o outro. Porque o mundo deve ser experimentado com ligações genuínas. E é da autenticidade que se gera a cumplicidade. Esta abertura que só um coração que se sabe expor ao amor sabe ter. 💕

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