#day311 – uma vida ao relento

Podia viver ao relento e viveria feliz. Preciso deste cordão umbilical com a terra, vivo. Preciso que as raízes me prendam ao que sou. E não me dêem tectos falsos para viver. Preciso que o amor me leve nos seus sons. No seu amparo. No seu regaço. Preciso que os elementos voltem a ser elementares para mim.

Vivo do conforto da brisa no rosto e nos tons amenos do fim do verão. Vivo da felicidade que as cores me passam e dos beijos que o sal me dá. Vivo do privilégio que é pisar a terra de uma floresta virgem, qe dos abraços que as paisagens me dão. Vivo para viver ao relento. Nua das obrigações humanas. Vazia das exigências sociais. E inteira das funções animais. Sou selvagem por natureza. E a minha entrega fica nos passos. Que dou ao encontro de mim crua. Durante os passeios. Que a vida me dá.

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