#330 – Novo

Ando focada no novo. O velho já não me serve. Deito tudo fora. Reciclo. Revejo item a item. Cada ínfima coisa que tenho. Dentro e fora. Arejo, lavo e volto a guardar. Arrumadinho. O que me faz feliz.

Tudo está a uso. O que não uso não tenho. Ocupa-me o espaço da liberdade. Pesa-me se quiser voar. Então desfaço-me. Do antigo. Só guardo utilidade e boas memórias. O resto despejo. Transformo. Mas não guardo. Gosto de ter as mãos vazias para conseguir tocar no sol. E o coração com espaço para lá caber o meu mundo.

Não gosto de atafulhar a vida. Cacos acumulam pó. Fazem-me alergia. Por isso gosto dos ambientes brancos. Imaculados. Limpos. Luminosos. Gosto do ar purificado pela serra. E o ambiente ligeiro como o ar. Gosto de poucas coisas. Mas boas. Que amo. Já não aguento não ter brio na vida. Cuidado no toque. Amor ao meu redor.

Fico atenta aos detalhes. Apaixonam-me os pormenores. Fazem-me sorrir os ró-có-cós. E adoro quem tem paciência para o amor. Parece que já não se ama ao pormenor. É por isso que espero pelo especial. Porque já não chega para mim o trivial, e muito menos me serve apenas, o esplendor. ❤️

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