Daily Life

🌀 O poder das mulheres “normais”

Tenho uma admiração enorme pelas mulheres “normais”. As que não precisam de tambores, cristais e vestidos compridos para assumirem a sua espiritualidade. Admiro a capacidade de se encontrar a essência na entrega aos elementos, sem que para isso sejam necessários aparatosos rituais. Admiro a força que tem uma mulher que confia na sua própria realidade.

Há muito de exacerbada “espiritualidade” por aí. Parece que de repente há uma incrível necessidade de se ser e parecer espiritual. Mas quando se olha de perto, o mais importante que existe, é manter a simplicidade de se seguir os passos de que sentem correctos, quer eles soem como mantras de iluminação, ou não.

Durante muito tempo me senti fascinada com as mulheres que pareciam que tinham voltado às raízes (e provavelmente voltaram) mas depois fui-me apercebendo que tudo o que se procura fora se encontra dentro, quando se mantém uma vivência interna como sagrada. E isto é invisível aos olhos de todos. É apenas avistado pelo olhar interno. De cada uma.

Não quero com isto desmerecer as experiências de espirituais disponíveis, muitas vezes transformadoras de tanta vidas. Quero apenas relembrar que o templo se cria por dentro, e que o sentido de sagrado, dificilmente, se encontra fora.

3 opiniões sobre “🌀 O poder das mulheres “normais”

  1. É muito bom procurar conhecimento, ir em busca de formações, experiências, respostas, zonas de desconforto. Mas sem dúvida, tudo o que é de facto importante e para o nosso crescimento, só pode ser encontrado dentro. Senti isso ontem na pele, ao regressar de um fim de semana que para muitos parece ter sido revelador e que para mim foi bom mas um pouco superficial. Queria mais, queria mais concretização, mais profundidade. Mas a frustração deu lugar a um “ora aqui estou eu, disponível e aberta para mergulhar dentro de mim e encontrar toda a profundidade e respostas de que necessito.” E que bom que isso é. Daí que seja muito bom partir, mas bem melhor é regressar. Ao centro de nós próprios. Onde não existem máscaras, nem status, nem necessidades vãs de agradar, nem de fazer parecer isto ou aquilo. Somos nós e só nós. A maior aventura de todas, o maior desafio de todos e a maior conquista de todas. Viagem fascinante, esta… Beijo grande, grande.

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