O espelho

Quantas vezes dou por mim a olhar para o paraíso e vejo escassez. Essas vezes que me deixei levar pelo cansaço e me perdi nas responsabilidades. É tão fácil deixar vencer o sentimento de culpa pelo que não fizemos, pela resposta que não seguiu, pelo telefonema que não devolvemos. Mas precisamos compreender (e falo para mim própria) que sem fazer nada, nada conseguimos fazer. Se me entupo de afazeres, não me permito transbordar de amores. Porque não tive tempo nem espaço para encher-me de volta de mim. Porque estive tempo em demasia a esvaziar-me para os outros.

Ora, viemos cá para aproveitar. De todas as vezes que entro floresta a dentro percebo a magia deste planeta, revejo-me a brilhar por dentro, e a manifestar a oportunidade desta vida. Por isso preciso relembrar-me todos os dias que não me posso fazer prisioneira da ação. Posso sim, consistentemente, escolher a libertação.

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