#day313 – aos aventureiros

Que a história deste mundo se conte pelos olhos os aventureiros. Dos optimistas. E dos apaixonados por si. Que a história deste mundo se faça pelas mãos dos aventureiros. Dos que nada temem e seus corações ouvem. Que a história deste mundo se cante pelas melodias dos aventureiros. Dos bem-aventurados. Dos sons dos cancioneiros. Que…

#day312 – pedaços de mim

Nem sempre me sinto inteira. A vida vai-me construindo aos pedaços. Como a avó que faz um bolo. Um ingrediente de cada vez. Uma técnica por sua vez. E antes que a mistura faça sentido, vai sendo o bolo, aos pedaços. E eu. Um dia assim. Um dia assado. E nunca sei o dia de…

#day311 – uma vida ao relento

Podia viver ao relento e viveria feliz. Preciso deste cordão umbilical com a terra, vivo. Preciso que as raízes me prendam ao que sou. E não me dêem tectos falsos para viver. Preciso que o amor me leve nos seus sons. No seu amparo. No seu regaço. Preciso que os elementos voltem a ser elementares…

#day310 – estamos sempre a aprender

Se há coisa que mantenho na minha vida é uma constante de aprendizagem. Gosto de me colocar sempre em posições em que sei nada. Me exponho. E falho constantemente. Não porque seja masoquista 🙂 mas porque acredito que só evoluímos se soubermos que seremos uns eternos aprendizes na vida. Refugiarmo-nos nas nossas zonas de conforto…

#day309 – de que vale a vida sem ser vivida?

Constantemente questiono o meu caminho. Só assim garanto que estou a fazer tudo o que quero com a minha vida. Que não me esqueço do meu caminho nem estou a viver o caminho de outro alguém. E sempre que sinto que a magia se perde, reformulo. A magia é uma das grandes setas que uso…

#day308 – acerca da solidão

Hoje tentava escrever na caravana quando os vizinhos me batem à porta "quer jantar connosco?" uns queridos portanto. Mas no olhar estava a preocupação de me verem sozinha. Que coisa estranha deve ser esta de verem uma "menina bonita" tantas horas sozinha principalmente à hora de jantar. Pois muito poucos compreendem como funciona a solidão…

#day307 – Faço. Nada.

Faço nada. E depois descanso. E depois faço nada de novo. Rebolo-me para o outro lado. Descanso mais um pouco. Fico só a ouvir as ondas do mar. Sem me sentir culpada de saber das horas a passar. Como se o mundo não existisse. Como se não houvesse nada mais importante do que estar aqui…

#day306 – às vezes não quero

Às vezes não quero aparecer para o mundo. Não quero sair do meu casulo. Do meu lugar seguro. Às vezes só preciso do meu próprio colo para repor as vontades e os desejos. Às vezes só quero fazer nada. Ficar à deriva na minha respiração enquanto ela me mostrar mais um e outro movimento. Até…

#day305 – sou pé no chão

Sou pé no chão. Assumidamente selvagem. Os meus cabelos só são cheios de sal. Sou pela liberdade extrema. Pelo pôr-do-sol brilhante. Sou pelas horas intermináveis a admirar o mar. Sou pelas ondas. Pelos uivos da areia ao luar. Sou pelas brisas. Pelo calor no rosto e a pele dourada. Sou pelas manhãs insanas. Sou pelos…

#day304 – faço-me à estrada

De todos os saltos pessoais que dei, os que mais me fizeram crescer foram quando me fiz à estrada. Quando tive coragem de deixar tudo para trás e seguir. Muitas vezes sem explicação aparente. Segui colocando a carreira em risco, a estabilidade em jogo e as relações em causa. Fiz-me à estrada porque sou um…

#day303 – as voltas que a vida me dá

Dou por mim às voltas. Em re-invenções constantes. E parece que a vida não pára de me surpreender. A vida é diversa para quem segue o seu coração. É rica. Cheia de nuances. Cheia de magia. Coincidências e relances. Não saberia como manter a estabilidade se não tivesse aprendido a confiar nos seus passos. É…

#day302 – a vida que quero para mim

Quero uma vida solta. Largada pelos 4 cantos do mundo. Quero uma vida solta. Cheia de tudo e de nada. Com um pôr-do-sol à chegada. Quero uma vida solta. Cheia de mar. Sol. E praia. Quero uma vida solta. Itinerante. Para onde o meu coração me mandar. Quero uma vida solta. Cheia de sons. Cheia…