#day285 – nem tudo o vento leva

Às vezes fica a saudade de tudo o que podia ter sido e não foi. Esse futuro passado, tão desejado, que acabou por não ser, tudo o que sempre desejou.  Essa memória lá à frente de uma imagem com as cores do sonho. Que nunca aconteceu.  Às vezes fica a memória, da marca que deixou…

#day284 – quando nem o coração acredita

Há dias em que as coisas acontecem. Depois de amadurecerem anos a fio. Acontecem depois de já termos desistido, tal foi a espera, tal foi o esforço, tal foi o sacrifício. E acontecem de tal forma de um dia para outro que quase nem acreditamos. Mesmo quando à nossa frente nos observa o sonho. Nos…

#day283 – a importância do silêncio 

Há quem se perca no tumulto da vida sem saber. Na roda que não pára dos dias. Na dieta que não há de informação. Mas só no silencio podemos nós regenerar o coração, as feridas e o corpo.  Ahh este doce silêncio. Esta ausência de ruído. Esta nota nula de comunicação. Uma mente que pára….

#day282 – vazio

Estamos afogados em informação e quase ninguém se apercebe. Quase ninguém se lembra que precisamos do vazio de tudo tanto quanto precisamos de respirar. Precisamos da ausência de agenda. De nada para fazer. De nos aborrecermos nos dias para nos podermos regenerar. O overload de informação só leva à exaustão. À incapacidade de ganhar discernimento….

#day281 – deixar que a vida nos encontre

Nem tudo é para correr atrás. Às vezes precisamos de aprender a esperar pelo ponto caramelo da vida. E deixar que a vida nos encontre.  Paciência nunca foi uma das minhas virtudes, mas hoje sei que estar em constante busca pelo que se quer gera esforço, drena e consome. Às vezes precisamos de aceitar que…

#day280 – amar para além das capas

Podemos para sempre apontar o dedo ao outro. Ou podemos amar para além da sua capa. Da sua fachada que o protege dos perigos que vê no mundo. Todos temos as nossas capas. Todos, de alguma forma, aprendemos a passar por esta vida com algumas precauções de gato-escaldado. De bicho-de-conta que fecha em si mesmo….

#day278 – não tenho onde me agarrar

A coragem é um voo permanente. Uma longa metragem pelos céus. Um sem-chão persistente. Uma planagem demorada pela vida e seus véus.  Viver com coragem é difícil. Tão difícil que às vezes me arrependo. E desejo em vão voltar atrás. Aos dias de poucas preocupações e seguranças escravas. Aos dias de almofadas fofas e palavras…

#day277 – à beira mar plantada

Planto-me aqui. Para que as minhas raízes nunca sequem. E nesta imensidão ondulada, nada mais conheço que o pulsar do vai-e-vem. Deste constante movimento e alento, que me dá, só de olhar para o mar. Sou feliz na praia. Com o sol. O sal. E o arial. Nada como juntos, estão fortes os elementos. Na…

#day276 – sem fé, não há milagres.

É preciso confiar. Tanto, que é difícil explicar a força que a confiança traz consigo. É preciso dar o primeiro passo, para o caminho acontecer. Porque sem essa primeira acção, não há meta que se concretize. É a fé inabalável que move o mundo, que move as montanhas dos nossos obstáculos. Que mobiliza o amor…

#day275 – acerca das desculpas 

Sempre desconfiei de quem tem todas as desculpas e justificações na língua. Parece que não sabem que o mais difícil é fazer acontecer. É por isso que tantos amores e projectos morrem na praia. Porque a garra não é para todos. E nem todos os sentimentos são reais. Há muito sol-de-pouca-dura. Muito pouca resiliência quando…

#day274 – mãe 

Para ti, sempre serei a Babuska. A menina que ora corria pela casa alegre, ora se embrenhava nos puzzles, horas, dias, semanas a fio.  Para ti sempre serei a Babuska. A menina independente por quem não se dava em casa. Que não chamava à atenção, mas brilhava em qualquer rua só com a sua vontade…