#day319 – quando tudo parece impossível

Eu sei que não. Que posso mais do que acho. Que sei mais do que penso. Que vivo mais do que sinto. Impossível é nada, quando se vive num rio. Em curso. E eu. Nada mais posso que seguir os passos das gotas que atravessam o que sou, até me chegar. A mim. E nada…

#day318 – enamoras-me, vida

Às vezes sinto o cabelo ao vento e deliro. Com a simplicidade do luxo que é, ter tempo, para sentir a vida a passar. Enamora-me tudo o que me toca dentro, me mostra beleza, e me encanta ao natural. Não vivo bem com a pressa. A competição. Nem sofreguidão. Gosto de viver com tempo. Para…

#day317 – não sei se consigo

Às vezes encolho-me perante as bênçãos. Acho que não sou capaz de aceitar o que o mundo me dá. Às vezes estremecem-me as pernas. De tão descrente que me encontro, perante. O amor que a vida me dá. Quando somos para o mundo esperamos pouco em troca. Achamos que ganhamos em sorrisos e abraços emocionados….

#day316 – quando não escrevo

Quando não escrevo, não é porque me esqueço. Nem porque as palavras não me saiem. Não escrevo porque me falta o espaço, o tempo e o engenho. Na vida que às vezes me abalroa de novidades. Não escrevo quando não posso ou não consigo. Mas nunca deixo de escrever porque não quero. Até porque o…

#day315 – aprender a esperar

Às vezes a espera é tão longa, que a própria espera, desespera. O cansaço vence e ficamos aquém da meta. Porque os passos não chegam onde deviam e o confortável ganha espaço em nós. Quase sempre nos deixa em lugares medianos. Insulsos. Ou até amargos. Por isso é importante saber esperar. Pela melhor onda. Pela…

#day314 – acerca do inesperado

Não costumo fazer muitos planos pessoais. Prefiro que a vida me leve. Há algo inerentemente surpreendente no facto de simplesmente se viver. É nos acasos e nas vontades súbitas inexplicáveis que a vida me embala. E quando vem um qualquer rasgo impetuoso, raramente me prendo. Porque há caminhos que se abrem sem aviso. E pessoas…

#day313 – aos aventureiros

Que a história deste mundo se conte pelos olhos os aventureiros. Dos optimistas. E dos apaixonados por si. Que a história deste mundo se faça pelas mãos dos aventureiros. Dos que nada temem e seus corações ouvem. Que a história deste mundo se cante pelas melodias dos aventureiros. Dos bem-aventurados. Dos sons dos cancioneiros. Que…

#day312 – pedaços de mim

Nem sempre me sinto inteira. A vida vai-me construindo aos pedaços. Como a avó que faz um bolo. Um ingrediente de cada vez. Uma técnica por sua vez. E antes que a mistura faça sentido, vai sendo o bolo, aos pedaços. E eu. Um dia assim. Um dia assado. E nunca sei o dia de…

#day311 – uma vida ao relento

Podia viver ao relento e viveria feliz. Preciso deste cordão umbilical com a terra, vivo. Preciso que as raízes me prendam ao que sou. E não me dêem tectos falsos para viver. Preciso que o amor me leve nos seus sons. No seu amparo. No seu regaço. Preciso que os elementos voltem a ser elementares…

#day310 – estamos sempre a aprender

Se há coisa que mantenho na minha vida é uma constante de aprendizagem. Gosto de me colocar sempre em posições em que sei nada. Me exponho. E falho constantemente. Não porque seja masoquista 🙂 mas porque acredito que só evoluímos se soubermos que seremos uns eternos aprendizes na vida. Refugiarmo-nos nas nossas zonas de conforto…

#day309 – de que vale a vida sem ser vivida?

Constantemente questiono o meu caminho. Só assim garanto que estou a fazer tudo o que quero com a minha vida. Que não me esqueço do meu caminho nem estou a viver o caminho de outro alguém. E sempre que sinto que a magia se perde, reformulo. A magia é uma das grandes setas que uso…

#day308 – acerca da solidão

Hoje tentava escrever na caravana quando os vizinhos me batem à porta "quer jantar connosco?" uns queridos portanto. Mas no olhar estava a preocupação de me verem sozinha. Que coisa estranha deve ser esta de verem uma "menina bonita" tantas horas sozinha principalmente à hora de jantar. Pois muito poucos compreendem como funciona a solidão…