Daily Life · Flow · Inspiration

#day99 – o amor acima de tudo

O amor é um sentimento que abre. Que liberta. Que cura. É um estar de tal forma amplo que irradia paz em si mesmo. Estar em amor, é caminhar por aí com uma leveza tal, que transcende todas as sensações mais densas. Na verdade transforma. Faz subir, faz amar melhor. Sim, há várias dimensões de amor, vários degraus. Há vários níveis de sensações que se vão percorrendo e nos fazendo entender que amar é tão vasto que me emociono só de o sentir na pele. Vamos aprendendo a amar melhor. A aprender a amar melhor é fazer escolhas. Nada mais. Se vou na rua e encontro alguém que me mete medo, escolho amar melhor. Se me sinto insegura com alguma situação que me desafia, escolho amar melhor. Se estou triste pq me magoaram, escolho amar melhor. Vou escolhendo amar melhor até que um dia me apercebo que a qualidade do meu amor mudou. Ficou mais sólida em mim. Floresce com mais facilidade. Já rompe as membranas do medo com mais força. Já não se deixa invadir por qq situação. Escolher Amar melhor, coloca-nos num estado de graça onde as escolhas de um amor maior nos vão fazendo entender que o que o mundo precisa é de mais amor. Muito do aparente perigo se pode desmontar com um abraço, com um sorriso ou com um gesto de compreensão. 

Quem me dera um dia poder ser um farol deste amor. Estar tão sólida nele, que contagio só por escolher estar ali. É essa bolha que se cria a nossa volta quando escolhemos amar. Amar com uma qualidade tal que mal podemos explicar. Essa bolha que não tem membranas de limites mas que começa em nós e se expande. Essa bolha que serve como emissora de calor humano, de esperança e de colo. E Este mundo precisa de colo. Este mundo precisa de ser bem amado. Bem admirado. Bem reconhecido. Como todos nós. Aprendamos a amar com qualidade, a admirar as pequenas coisas e a reconhecer que somos parte deste ecossistema perfeito a que chamamos Terra. Aprendamos com humildade a benção que nos foi dada ao nos ser oferecida a vida no paraíso. Saber olhar a vida com lentes de amor, é o primeiro passo para conseguirmos mudar tudo a nossa volta. Mudemos entao. Amemos melhor e coloquemos o amor acima de tudo ❤️

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#day79 – o conto das migalhas

Era uma vez uma menina que adorava receber migalhas. Ela recebia inúmeras migalhas de inúmeras pessoas diferentes. Ela adorava essa diversidade. Ia misturando os sabores das migalhas e ia seguindo por aí grata e contente. Afinal, estava a receber tantas migalhas que sabia que tinha muito por onde agradecer. Tal era o hábito de receber essas migalhas, quando alguma das pessoas a sua volta se esquecia de as dar, ela carinhosamente as relembrava que estava à espera dessas migalhas para fazer o seu dia feliz. Às vezes tinha que ser ainda mais insistente para que todos se lembrassem que os sabores dos seus dias dependiam dessas migalhas e era por isso mesmo que ela era tão feliz e as migalhas continuavam a aparecer de todos os lados com dedicação.

Um dia, ela viu alguém a comer um bolo inteiro. Ficou tão admirada com tal situação que foi falar com essa pessoa que repudiou imediatamente. Mas aquela visão de se poder comer um bolo inteiro era tão descabida que não se conteve em ir falar com a Sra do bolo. “Acha bem estar a comer esse bolo inteiro em vez de espalhar as migalhas por todos? Não se acha vaidosa por estar aí a lambuzar-se desses sabores todos assim, sem pudores?” … “Ohh menina, prove o bolo cmg. O que lhe parece?”. A menina a medo provou um sabor tão maravilhoso que por momentos quase se perdeu em delícias. Ainda fez um ar indignado tal era a aberração da situação mas continuou a provar. Provou, provou e deu por si a devorar o bolo como se não houvessem migalhas para deixar. “Ai, desculpe, devorei o seu bolo! Não foi minha intenção. Mas perdi-me nos sabores tão intensos que provei”…”não tem problema menina, tenho aqui mais. Quer outro? Delicie-se a vontade. Eu estou satisfeita”. Agora sim a menina estava confusa. Ela tinha mais bolos inteiros? Não precisava de pedir uma migalha pq esta Sra se antecipava e oferecia um bolo inteiro? E mais outro se fosse preciso? Que magia era aquela de fazer aparecer bolos? A menina estava absolutamente intrigada… “Pode pfv explicar-me de onde veêm estes seus bolos maravilhosos? Eu achava que só se davam migalhas, não conhecia a sensação de barriga cheia de sabores”…”é tão simples menina, primeiro tem que perceber que o mundo não vive de migalhas, e depois terá que descobrir a sua fonte de bolos. A minha é ali!” Aponta a Sra para uma loja extremamente bem decorada e de onde saiam aromas tão intensos que a faziam sonhar. “Como posso ter acesso àquela loja?”… “É uma loja especial, é preciso entrar com respeito e carinho. Mas vá lá. Descubra a sua forma de ter o seu bolo”. A menina correu para a loja sem saber muito bem como abordar a Sra velhinha que se via por trás do vidro a cozinhar. Durante muitos dias a menina ia lá só para observar a Sra. Havia tanto amor nos seus movimentos que a fazia lembrar a sua avó. Então, um dia quando teve coragem de bater no vidro, “avó, posso entrar?”…”claro querida neta. Vem vem, mas deixa os sapatos a porta. Deixa também essa gabardine, esse cachecol e esse chapéu aí. Aqui dentro não há frio.” A menina estava deslumbrada com aquela sensação estranha de se sentir amada por uma avó que não sabia ter. “Pode ensinar-me a fazer esses bolos maravilhosos?”…”claro! Só preciso que me tragas os ingredientes e ensino-te a fazer tudo o que queiras”. Agora a menina estava petrificada com tal desafio. Ir buscar ingredientes? Cm assim? Ir pedir as migalhas como sempre fazia?. É a avó pareceu ler-lhe os pensamentos “não menina, pega N um pouquinho desta sensação que tens aqui e leva a cada pessoa que encontres que saibas que tem os ingredientes desta lista. Mas olha leva sempre a mais D esta sensação ctg para ofereces a todos os que por ti passem mesmo que não tenham os ingredientes da lista.”… “Ok!” A menina estava entusiasmada. “Posso também levar pedaços deste bolo para deixar algumas migalhas pelo caminho? Tenho a certeza que todos vão adorar!” A avó sorriu e devolveu o pensamento à menina “querida netinha, se dividirmos o bolo em migalhas, ele deixa de ser um bolo e perde a magia de fazer uma barriga feliz por inteiro”. A menina ficou outra vez confusa mas decidiu confiar. E assim, todos os dias saiu por aí a bater à porta das pessoas que sabiam que tinham os ingredientes da lista e começou a interagir com eles não levando migalhas, mas levando aquela sensação quentinha que tinha com a avó. Por alguma magia que ela não percebia, pacotes inteiros dos ingredientes todos começaram a aparecer de todos os lados. As pessoas estavam tão felizes com a presença da menina que continuavam a dar-lhe tudo o que ela precisava de levar à avó. Então a menina todos os dias acordava, ia interagir com as pessoas levando aquele quentinho e entregava tudo à avó que continuava a sorrir e fazer bolos maravilhosos. Os anos passaram e a menina foi-se tornando numa linda mulher que foi aprendendo o ofício. Aquela rotina de vai-e-vem já fazia tão parte de quem ela era que ela já nem se lembrava que queria aprender a fazer bolos com a avó e continuava alegremente a interagir com todos. “Querida neta vem cá. Quero mostrar-te uma coisa.” É a avó começou a mostrar como se faziam os bolos. A menina, agora mulher feita, começou a querer ficar muito mais tempo a fazer bolos em vez de estar na rua. Facto curioso por que apercebeu que na sua vila já não mais passavam por lá invernos rigorosos que fizessem usar os sapatos e gabardine e chapéus se habituara a deixar á porta. Ela sorriu ao perceber isso e continuou a fazer bolos. Por sua surpresa, todas as pessoas com quem tinha interagido na vila tinham seguido os seus passos e continuaram a levar-lhe os ingredientes todos que precisava para que ela própria agora pudesse produzir bolos maravilhosos. Bolos estes que a fizeram esquecem para sempre as migalhas pois se apercebeu que “migalhas não são bolos inteiros. Obrigada avó por me fazeres entender isso. Agora sei o que é ter uma barriga cheia de sabores do mundo” a avó sorriu e prosseguiu com os bolos. Nesse momento ficou tão emocionada que chorou lágrimas em formato de cerejas e cada uma delas foi rebolando até chegar ao topo de cada bolo. A menina-mulher continuou deslumbrada com toda a magia que via passar a sua frente e nesse momento tomou uma decisão e ganhou coragem para abrir as portas da loja com um letreiro que dizia: “aqui oferecem-se bolos com cerejas no topo”

 

Crédito a imagem: autor desconhecido. Quem souber de quem se trata pfv entrar em contacto para que eu possa dar os devidos créditos 🙂

 

 

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#day70 – atenção às gaiolas douradas

Atenção às gaiolas douradas. Elas são lindas, muito bem arquitetadas. Elas proporcionam todos os confortos aos pássaros que são escolhidos a dedo para lá morar dentro. Estas gaiolas procuram os pássaros mais bonitos. Com o chilrear mais encantante. Os que nos encantam pelo seu canto livre e despreocupado. É tão confortável colocar os nossos pássaros queridos numas gaiolas douradas. É tão mais fácil viver com a “segurança” de estarem sempre lá a cantar para nós. É quase tão sincero como arrepiante pensar-de que estarão sempre lá como queremos. Como se a vida fosse feita da previsão do que “queremos” e “merecemos”. Como se a vida tivesse o encanto das grades que “protegem”. 

Atenção às gaiolas douradas. Nenhum pássaro algum dia deveria morar nelas. É uma morte lenta, e pior, anunciada de um envelhecimento precoce para a vida que se leva por não se deixar ir. É uma morte sem tréguas, sem sabor. É uma morte sem sentido. 

No limite, que se criem as gaiolas mas que se as deixem abertas, para que quem lá vive possa entrar e sair quando bem entender. Se há coisa que aprendi pela minha mãe, foi q sempre teria a opinião dela, que sempre me deixaria ir, e que sempre me receberia de braços abertos quando eu voltava de lágrimas nos olhos e dizia: “mãe tinhas razão”. E nem num milésimo de segundo me senti julgada nem sem colo. Que corajosa mãe esta que me ensinou o que é liberdade pelo exemplo de se amar e se deixar ir. E eu sabia que era a coisa mais importante na vida dela, e nem por isso me trancou na gaiola com medo que eu cresce e cometesse “erros”. Corajosa mãe que me deu a maior lição de vida sem saber. Entre as duas palavras que distinguem tudo o que sou: verdade e liberdade. Sendo que neste caso, nem quero imaginar o estado em que ficava o seu coração quando me deixava ir e sabia (pq as mães sabem sempre tudo) que me ia magoar e ia voltar para casa com mais uma ferida para ela (ironicamente) tratar. Mas mal sabia ela, que foi a deixar-me magoar pela vida, que me foi ensinado a curar e a seguir em frente, até ao ponto de muitas vezes não sentir mais dor e saber que a vida é equilibrada pq nos ensina a goza-lá pelas comparações de extremos. Mal sabia a minha mãe que se tornaria a minha maior referência de amor. Esperando eu que, tendo crescido assim, venha a cuidar dos meus filhos com a bravura que ela teve comigo ao saber amar-me da forma mais arriscada de todas: em liberdade. Saiba ela que ao me deixar ir só me ganhou. Saiba eu cuidar dos meus assim. Saiba eu honrar o que me foi dado em amor total. 

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#day55 – about becoming a Pilgrim 

“The Earth is a sacret temple. It’s a place where we find liberation, we find our enlightment, we find our self-realization. This is the place where Buddha, Jesus Christ, Mohammad, Lao Tsu, Mahatma Gandhi, Mother Teresa and St Francis found their self realization (…) and fulfilment. No need to be other-wordly! This is the place where we become pilgrims, thought work, through living, through engaging. Engagment is not attachement. Engagement is to realise that we are all entangled and connected, and that connectivity we become pilgrims. There is nothing else that we need to become pilgrims. We don’t have to go for training, we don’t have to read books; the moment we realise that we are pilgrims we become pilgrims we become pilgrims. That’s all there is. It’s as simple as that.” Satish Kumar in Earth Pilgrim

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#day54 – sociedade com custo marginal zero

Vale a pena ler e seguir o caminho colaborativo: 

http://m.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1715273-obra-preve-fim-do-capitalismo-para-dar-lugar-a-economia-colaborativa.shtml?mobile

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#day 49 – Primal Identity

“Close your mouth,
block off your senses,
blunt your sharpness,
untie your knots,
soften your glare,
settle your dust.
This is the primal identity.”
Lao-tzu

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#day31 – its called life 

“The Buddhist tradition strongly emphasizes that mere study and inquiry without the corresponding practice and experience inevitably inflate delusion and conceit, leading to spiritual ruination for oneself and even contributing to social decadence.” Lobsang P. Lhalungpa